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Assista "Head Above Water", novo videoclipe de Avril Lavigne

Assista “Head Above Water”, novo videoclipe de Avril Lavigne

Nem parece verdade, mas Avril Lavigne está mesmo de volta! A cantora finalmente lançou o tão esperado videoclipe de sua nova música, Head Above Water. Dirigido por Elliot Lester, o vídeo traz a artista cantando sua experiência com a doença de Lyme em meio a cenas filmadas em estúdio e...
Avril Lavigne publica carta aberta aos fãs e anuncia o novo single "Head Above Water"

Avril Lavigne publica carta aberta aos fãs e anuncia o novo single “Head Above Water”

O novo single de Avril Lavigne intitulado Head Above Water está oficialmente confirmado para o dia 19 de setembro! Leia abaixo a tradução da carta publicada pela cantora: “Estou muito feliz por finalmente poder anunciar o primeiro single do meu novo álbum juntamente com a data de lançamento. Cinco anos...

Em nova entrevista à edição de outubro da revista Billboard, Avril Lavigne fala direto de sua casa em Los Angeles, um dos poucos lugares em que ela se manteve desde o fim de sua mais recente turnê, em 2014 enquanto lutava contra a doença de Lyme. A conversa aconteceu apenas poucas semanas antes do lançamento de Head Above Water, o primeiro single da canadense em mais de três anos. Sentada no alto do estúdio de gravação que possui em sua residência, a cantora falou sobre o novo álbum, que planeja lançar no início de 2019, dentre outros assuntos. Confira a tradução da entrevista completa abaixo e as fotos do ensaio fotográfico feito por David Needleman em 13 de agosto de 2018 clicando AQUI.

Muitas músicas de Avril Lavigne são sobre festejar, e a estátua de jóquei de Jack Daniel’s no jardim na porta da casa dela sugeriram que nós acabaríamos bebendo uísque, ou pelo menos o vinho rosé que o publicitário sugeriu que eu trouxesse. (Avril Lavigne bebe vinho rosé?) Mas a artista estava tomando água enriquecida em vitaminas para combater alergias sazonais. Conversando conosco sentada de sua cadeira cinza, Avril revela que pintou grande parte das artes exibidas nas paredes de sua casa, e até me mostrou um caderno rosa com anotações de estudos da bíblia, que ela ganhou da mãe. Próximo às orações diárias que encabeçam cada uma das páginas, há guias de notas de violão e listas de tarefas ambiciosas escritas em letra maiúscula por Lavigne, como “finalizar o álbum”, “escolher um single”, “filmar o videoclipe” e “ir ao dentista”.

Tudo parece tão maduro, uma categorização bem diferente daquela que a rockstar transpareceu em seu álbum autointitulado que saiu 2013, onde insistiu em temas meio Peter Pan como nas canções Seventeen e Rock N Roll. Entre tudo aquilo e o lançamento de Head Above Water, ouvimos falar de Lavigne apenas quando ela apareceu no programa Good Morning America no verão de 2015 para dizer que foi diagnosticada com a doença de Lyme, quando se divorciou do vocalista do Nickelback, Chad Kroeger, e quando Taylor Swift a levou até San Diego para cantar Complicated em sua 1989 Tour. Sobre essa ocasião em que apresentou seu hit de estreia, Avril disse que em certo momento pensou: “Oh, acho que vou parar de fazer música”.

E de fato, a calma mulher de 34 anos sentada diante de mim em seu sofá de camurça não parece exatamente pronta para voltar ao rock. Quando Avril me diz o quão animada ela está por estar contando essa história, as palavras são ditas pela sua apática voz arrastada, que são tiradas para fora da sua boca de boneca como uma criança que está marchando na fila de um passeio de um museu. Será que a princesa filha da puta ainda quer essa coroa? Quem exatamente poderia ajudar se ela decidisse seguir isso? E por qual motivo ela desapareceu quatro anos atrás?

Mas toda aquela vibe ainda vive em Avril Lavigne. Ela logo troca o que estava bebendo pelo rosé, monta em um skate cor-de-rosa usando seu tênis pink e segue pelo corredor de sua casa (Ela acabou fazendo isso por tanto tempo que eventualmente tive que pedir a ela para parar e retomar a entrevista). A mãe e o padrasto que vieram do Canadá para visitá-la, estão no quintal ao lado de um “zoológico” de animais infláveis. Mas Lavigne quer que se saiba que em seu castelo, atividades ao ar livre são permitidas – e até mesmo encorajadas a serem realizadas dentro de casa. Ela me informa que no final da tarde irei abrir uma garrafa de champanhe. Quando Avril Lavigne está animada, seu tom de voz retém sua relutância em dizer algo, mas é como se ela adicionasse pontos de exclamação cheios de gritos e risos. Parece que (assim como eu), Avril simplesmente carrega sarcasmo em sua voz de vadia descansando.

(Aliás, Avril parece não ter gostado nada da descrição que a Anna Peele fez dela durante a matéria da entrevista. Em posts bem-humorados nos stories do Instagram, a canadense criticou a jornalista. No primeiro dizendo: “Se eu tenho uma voz de vadia descansando, será que também tenho um rosto assim? Bom, pelo menos eu tenho um. Olhe pelo lado bom!”. Já no outro se referindo ao início da reportagem sobre beber vinho rosé, trocou o nome da música que estava ouvindo no rádio do carro de “esconda o vinho” por “esconda o rosé”. Confira AQUI e AQUI).

Uma cópia emoldurada da última capa de Lavigne na Billboard está pendurada na parede. Mais de 10 anos depois e algumas tatuagens adicionais em seus antebraços, a artista parece a mesma, usando um delineador borrado estilo Courtney Love em torno de seus olhos azuis e o cabelo loiro em algum lugar entre o comprimento do de Rapunzel e Sebastian Bach. Hoje, ela acrescenta ao visual um suéter cor-de-rosa bem folgado ao corpo com uma estampa de ossos.

Empoleirada no bar da cozinha, abaixo de uma placa que dizia: “Vinho! Como as pessoas de classe ficam bêbadas!”, a cantora relembrou uma fase anterior à carreira de sucesso quando cantou com Shania Twain após vencer um concurso de rádio e até reencenou a performance do cover de What Made You Say That, que aconteceu em 1999 em uma casa de shows em Ottawa, no Canadá. Em meio aos versos da letra original, Avril acrescentou palavras que pudessem retransmitir o monólogo interior daquele momento da jovem de apenas 14 anos: “Por que estou cantando essa música? O que eu estou fazendo? E se eu tiver meu próprio show?”. Avril citou a cantora entre suas influências: “Eu amo pra caralho a Shania! Ela é super gostosa”.

Quando L.A. Reid assinou com Lavigne dois anos depois, a gravadora quis lhe dar músicas compostas por outras pessoas, o que ela recusou: “Parte do meu processo de crescimento foi aprender a falar”. Quando eu estupidamente expresso minha surpresa ao saber que ela compõe ao piano, ela revira os olhos e me responde: “Eu posso tocar minha própria merda. Bateria, violão, baixo e o piano”. Durante aquele período, ela disse à Arista Records que queria fazer mais músicas voltadas ao rock. Então começou a trabalhar com pessoas que a ajudaram a definir suas experiências reais na adolescência através das canções: “Eu tentava lhes explicar assim: “Se eu vejo um cara passando pela rua andando de skate, automaticamente olho e penso: “Quem é esse?'”, lembra Lavigne.

Avril Lavigne nunca tinha ouvido falar dos casamentos de Shania Twain. Em 2008, o marido e produtor de Twain, Robert John “Mutt” Lange, teria deixado-a para se casar com sua assistente e amiga. Então Twain se casou com o ex-marido da mulher. Quando um dos assistentes de Lavigne diz que possivelmente os dois casais poderiam estar flertando entre si antes da separação, a cantora se perguntou em voz alta: “Qual é o ponto de se casar?”. Ele a respondeu dizendo que o marido da então melhor amiga de Twain é “muito mais gostoso”. “A verdadeira questão”, diz Lavigne, se animando, “é quem tem o pau maior!”

Contando histórias da produção de seu disco anterior, Avril falou sobre quando seu empresário lhe sugeriu trabalhar com Chad Kroeger: “Pensei: ele teve uma tonelada de músicas de sucesso e toca violão. Isso pode ser ótimo. Um mês depois, eu já estava com um anel de 14 quilates no meu dedo. A banda de Chad já vendeu mais de 50 milhões de álbuns e se apresentam em arenas em todo o mundo!”. Ela conta que ele trouxe uma garrafa de vinho de três mil doláres para a primeira sessão dos dois em estúdio. Sobre a primeira impressão que teve do artista ela relembra: “Tipo, eu estou apaixonada?”.

Sobre as tatuagens que já fez de forma impulsiva ao longo dos anos, como a estrela no quadril, Avril diz ter se dado conta de fato só na manhã seguinte: “Eu estava fazendo xixi e daí olhei pensando: “Que diabos eu fiz? Amei!”. Ela estima que tenha feito 75% de suas tatuagens junto de outras pessoas. “Você quer ir fazer tatuagens?”, ela me pergunta. Eu rio nervosamente, me questionando se a Billboard vai custear a remoção a laser. “(O estúdio de tatuagem) Shamrock fica no fim na rua! Yasss, vamos nos tatuar juntas, vadia!”. Essa vadia aqui não bebeu vinho rosé o suficiente para isso.

“Eu me lembro de estar em Nova York e percebendo: “Oh, eu posso conhecer alguém e depois dizer que tipo de pessoa ela é”. Quero dizer, é isso o que eu faço com a minha música. Sou muito sensível e hiper consciente”. E, portanto, quando se trata de coisas como fazer tatuagens e se casar com membros do Nickelback: “Estou dentro!”.

Embora Lavigne brinque com o fato de ter se divorciado duas vezes aos 34 anos, ela diz: “Eu amo o amor. A maneira como olho para isso é que me casei em meus longos termos”. Avril classifica o primeiro ex-marido Deryck Wimbley como “um bom sujeito canadense”. Como ela não se arrepende disso, também não podemos. “Eu estou vendo esse olhar”, ela diz para mim. “Isso foi meio que agridoce, aww”.

Avril Lavigne já fez um cover de sua música favorita da banda Nickelback, “How You Remind Me”. Durante nossa entrevista, ela procurou no YouTube por uma apresentação com Whibley em “In Too Deep” do Sum 41. “Que música ótima, né?”, perguntou Lavigne, que inclusive cantou enquanto assistia ao vídeo. 

A artista ficou doente em 2014 durante sua mais recente turnê. Buscando saber o que estava acontecendo com sua vida, a cantora que já se sentia mal há meses procurou vários médicos, sempre se perguntando a mesma coisa: “Estou com dor, estou cansada, não consigo sair da porra da minha cama. O que há de errado comigo?”.

Tudo só piorou quando a turnê terminou. Um amigo dela finalmente lhe disse: “Cara, eu acho que você tem a doença de Lyme”. Coincidentemente, a então esposa do produtor musical canadense David Foster, Yolanda Hadid, foi diagnosticada com a doença transmitida por carrapatos. O amigo sugeriu que Avril ligasse para Hadid, que lhe deu o número de um especialista no tratamento.

“Depois disso, eu permaneci na cama por dois anos”. Ao invés de ser capaz de fazer o que sempre fizera, aquilo que ela queria, Avril ficou presa. Os médicos a receitaram vários remédios num grande esforço para se recuperar de uma doença que não tem um roteiro padrão de tratamento:

“Os antibióticos são como uma forma de matar a doença. Mas é um erro inteligente, pois acaba se transformando em uma fibrose cística. Sendo preciso tomar outros medicamentos para tratá-la ao mesmo tempo. Fiquei sem um diagnóstico por tanto tempo que eu estava meio que fodida! Eu pensava: “Vou ser corajosa e dizer ao mundo o que está acontecendo”. E eu fiz isso porque estava lançando uma música para as Olimpíadas Especiais e queria que ela se saísse bem, então eu fui forçada a sentar na frente da câmera e falar sobre isso no Good Morning America. Eu não estava pronta e não deveria ter feito isso. Tudo estava uma bagunça. Mas eu tentei ser corajosa porque não queria que isso fizesse parte da minha identidade. Então, quando eu me sentia bem, tirava uma foto, postava no Instagram, e agia como se minha vida fosse ótima pra caralho”.

Lavigne parece irritada com o médico que ainda não descobriu como curá-la, irritada que eu não tenha entendido o quanto foi erroneamente editada a entrevista para o Good Morning America, irritada por estar contando essa história. Ela pareceu irritada quando disse “Essa sou eu agora sendo totalmente vulnerável com você”, mexendo as sobrancelhas e passando os dedos pelo cabelo. Ela esclarece: “Eu não quero falar sobre isso. Eu não quero reviver isso. Mas é a minha responsabilidade”.

Avril está irritada porque um carrapato a mordeu enquanto ela estava fazendo algo como sair para uma trilha de carro ou caminhar com amigos. Ela não sabe exatamente como tudo isso aconteceu e agora é seu dever educar as pessoas sobre a doença de Lyme, que a propósito, foi recém-adicionada às causas apoiadas da The Avril Lavigne Foundation, que ajuda pessoas afetadas por doenças sérias. E o mais irritante de tudo, Avril teve que considerar o que as pessoas pensam dela. Ela diz que não foi deixada para trás por um mercado no qual o hip-hop está cada vez mais substituindo o pop e o rock tradicionais. Ela não estava mais fazendo música, nem de luto pelo divórcio. Ela havia sido aniquilada por uma grave doença.

Kroeger e Lavigne já tinham se separado quando ela escreveu Head Above Water. Mas, já que ele é, nas palavras da cantora, “um outro bom cara canadense”, eles permaneceram próximos, e trabalharam em várias faixas do álbum, incluindo essa. A primeira vez que ela cantou novamente após anos foi no estúdio dele. Lavigne estava com muito medo. Teria a voz dela sido prejudicada, assim como os seus músculos? Mas assim que abriu a boca, tudo ainda estava lá. “Deus parecia me dizer: “Não, você vai continuar sim fazendo sua música!”. Naquele momento ela começou a acreditar que seu dom é algo inato, santo e descomplicado. Agora ela se aprofundou em algo mais profundo que suas expressões anteriores de frustração.

“O bom disso tudo é que eu realmente tive tempo de poder estar apenas presente, ao invés de parecer como uma máquina no esquema: estúdio, turnê, estúdio, turnê. Este é o primeiro intervalo verdadeiro que eu tive desde os meus 15 anos. Head Above Water é uma música poderosa!

Agora estamos no gramado da parte de trás da mansão da Avril, depois de assistir a um vídeo no YouTube que dizia que saborear champanhe é uma atividade melhor aproveitada quando se está do lado de fora de casa. “Você é tão responsável”, diz Lavigne, talvez lembrando que eu não quis me juntar a ela na sala de tatuagem de Shamrock. “Eu amo isso!”. A garrafa é logo esvaziada, e todos nós comemoramos! “Isso foi perfeito”, ela me disse.

Há muito para se brindar. Um brinde ao novo álbum da Avril e a turnê que virá logo depois. Um brinde a permitir-se ser vulnerável. Um brinde à liberdade. Um brinde a estar amadurecendo. Um brinde a andar de skate pela mansão que você conquistou e não dar a mínima para o que as pessoas pensam.

“Um brinde para a princesa filha da puta!”, eu digo a ela. “Ela evoluiu para a Rainha Lavigne”, Avril observa. “O que acha disso?”.

Em vídeo especial para a revista, Avril falou novamente sobre o processo criativo da letra de Head Above Water  relembrando que passou três anos batalhando por sua cura com a doença de Lyme. “Definitivamente não estava nos meus planos escrevê-la naquele momento (…) Mas por eu ser uma artista que tira proveito dos próprios sentimentos e emoções (para me expressar musicalmente), foi a experiência mais maluca pela qual já passei”.

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