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Assista ao novo videoclipe de Avril Lavigne, "I Fell In Love with the Devil"

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Uma das melhores faixas do novo disco de Avril Lavigne acaba de ganhar um videoclipe! Dentre as inéditas, a canção também é a favorita da canadense, como ela mesma contou em post no Instagram, depois de surpreender os fãs com uma performance não anunciada da música no programa de James Corden...
Ouça "Head Above Water", o novo álbum de Avril Lavigne!

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Head Above Water, o sexto álbum de estúdio de Avril Lavigne, finalmente foi lançado! Após mais de 5 anos de espera, a canadense nos presentou com 12 canções inéditas, incluindo uma parceria inesperada com Nicki Minaj na versão digital do disco, e, mais uma vez, junto de seus colaboradores, esteve à...
Changes?: documentário em homenagem aos 15 anos de carreira de Avril

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Projeto especial no ar! Há 15 anos, no dia 14 de maio de 2002, Avril Lavigne lançava seu single de estreia chamado Complicated e dava o pontapé inicial no que viria a ser uma longa e bem sucedida carreira. Mas, de lá pra cá, muita coisa mudou. Quando Avril surgiu...

“E aí, galeraaaa”.15 ANOS, Avril Lavigne fazia seus primeiros e inesquecíveis shows no Brasil. A artista passou por Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Saiba tudo o que rolou!

21/09/2005 – Porto Alegre: 

Avril chegou ao nosso país com a lendária The Bonez Tour, no ginásio Gigantinho. Naquela noite, a canadense tocou para 11 mil fãs apaixonados, com um visual que não estávamos acostumados a ver nos videoclipes, veiculados à exaustão na MTV!

Munida de um setlist impecável, o público teve a oportunidade de ouvir bastante coisa do álbum mais recente na época, Under My Skin. Para quem não estava habituado ao som dela ao vivo, outra coisa que chamou atenção foi a voz. Casa de espetáculos que já recebeu várias outras lendas da música, o Gigantinho foi tomado pelo coro dos fãs da cantora, em sua maioria formado por crianças e adolescentes. Desde o primeiro minuto, o público brasileiro já deixou claro seu imenso carinho.

O Zero Hora publicou depoimentos de dois admiradores. Luiza Tavares, de 15 anos, segurou durante o espetáculo um ursinho de pelúcia com um bilhete que pretendia dar de presente para Avril, dizendo: “Sou muito sua fã, estou muito feliz de te ver de perto”. Já Pedro Gruner, na época com 6 anos, curtia seu primeiro grande show. A reação inicial dele ao entrar no Gigantinho, foi tapar os ouvidos: “O som é tão alto que faz o chão tremer”, disse o garoto. Não faltou energia! Em relato, o Gazeta do Povo contou que “em questão de segundos, já não se ouvia a voz de Avril”. A Folha de São Paulo, destacou: “Avril Lavigne não falou muito durante seu primeiro show no Brasil, talvez porque sabia que não seria ouvida. A cada vez que ameaçava dizer algo entre uma música e outra, tornava-se impotente frente aos que gritavam histericamente”.

A passagem dela por Porto Alegre, causou uma euforia gigante! O amor dos fãs, que dormiram dias na fila para garantirem um bom lugar, foi mostrado para o Brasil inteiro, através de matérias em programas de TV. Alguns até chegaram a se hospedar no Hotel Sheraton, o mesmo de Avril, só para ter uma chance de conhecê-la. Infelizmente, não obtiveram sucesso. Segundo a produção do show em Porto Alegre, Avril não teria exigido nenhum grande quarto de luxo, no entanto acabou sendo convencida a aceitar a Suíte Presidencial. Extremamente reservada, ela ficou a maior parte de seu tempo por lá. Por um motivo totalmente compreensível, já que esta foi sua maior e mais exaustiva turnê até hoje. No auge de sua performance nos palcos e da “Avril Mania”, a artista passou muito tempo na estrada, com exatos 145 shows. Um melhor que o outro, mas muito cansativos!

Nos batidores do evento, concedeu entrevistas para veículos como a Rede Record, Rádio Atlântida, Globo News e Na Pilha. Também tirou fotos com alguns fãs sortudos, vencedores de uma promoção. Nos depoimentos que deu para a imprensa, destacou a felicidade de estar no Brasil, impressionada com a recepção dos fãs antes mesmo de subir ao palco: “É maravilhoso saber que minha música se tornou conhecida mundialmente. Na verdade, eu não estava esperando que nada disso acontecesse. Agradeço por estarem me apoiando, é ótimo finalmente vir até aqui”.

Para o Estadão, declarou: “Já tinha ouvido dizer que as pessoas do Brasil são amáveis, alegres. Meu objetivo é fazer música, estar em turnê e poder tocar da melhor maneira possível. Estar na indústria da música, acaba fazendo com que a gente amadureça com mais rapidez, nos torna mais preparados para a vida também. Tenho grandes responsabilidades. Claro, há momentos em que sou imatura, mas na maior parte do tempo eu consigo lidar bem com tudo isso”.

Ao Zero Hora, dias antes de chegar a Porto Alegre, Avril disse: “Espero mesmo que o público seja incrível, isso nos deixa mais ligados no palco, sentimos a energia da galera”. Questionada se ao “virar adulta”, mudaria seu som, respondeu: “Tenho uma alma jovem, então sempre vou ser uma pessoa jovem e alegre. Se houver uma mudança, será natural”. Desde o princípio, a postura e autenticidade dela causou grande identificação no público. “Gosto que falem da minha música, mas entendo que muitos sejam fascinados por minha imagem. É assim com algumas pessoas, faz parte”. No entanto, não era apenas isso que segurava o show. Muito pelo contrário, ao longo das 18 canções que apresentou, Avril tocou vários instrumentos e entregou belos vocais. Ninguém pode dizer que ela não se divertia no palco <3

Avril marcou época com essa aparição por Porto Alegre. Até hoje, os fãs aguardam por uma volta. Sobre encerrar a turnê no Brasil, ela disse para a Capricho: “Serão os últimos shows, por isso muito especiais e inesquecíveis”. Cansada da rotina exaustiva de shows, mas visivelmente feliz, se despediu com um “Tchau, Boa noite”, em português mesmo. Essa relação com o Brasil ainda teria muitos capítulos pela frente…

23/09/2005 – Curitiba: 

Em Curitiba, o espetáculo foi na Pedreira Paulo Leminski, um dos espaços mais icônicos para concertos no Brasil. A apresentação reuniu 12 mil pessoas.

Os fãs encheram a artista de muito amor. O frio não impediu tamanha alegria do público, que durante o set se esforçou para surpreendê-la com faixas, balões, presentes atirados ao palco e um coro gigantesco. Em entrevista para a Folha, Avril novamente mostrou entusiasmo sobre tocar em nosso país: “Vou me dedicar, ouvi muitas coisas boas sobre os meus fãs do Brasil. Fico muito feliz!”, disse.

Um dia especial. Sem dúvidas, toda a ansiedade e espera foram compensadas com a energia dela. Eita saudade!

24/09/2005 – Rio de Janeiro: 

No Rio, o lugar escolhido foi a Praça da Apoteose, lotada de crianças e adolescentes com visual inspirado no da cantora. A maioria delas penduradas nos ombros dos pais, e tentando enxergar Avril usando binóculos. Fofos!

A decoração do palco, como no resto dos shows da turnê, foi bem simples. Formada apenas por algumas cortinas ao fundo, que foram trocadas durante determinadas músicas, além de um paredão de amplificadores. Um charme! O foco era a música, claro.

Sempre sorridente, Lavigne pulou e correu ao redor do palco, parecia contente com a empolgação de seus admiradores. Uma noite para não se colocar defeito, exceto pela organização da produção local. Em parte do lote de ingressos, o horário foi colocado errado. Isso acabando confundindo muita gente.

Quem assistiu pessoalmente, garante que a sensação quase que geral era de: “Nossa, ela existe!”. A pequena Avril Lavigne se tornou gigante na voz dos 12 mil fãs. A força de suas canções comoveu uma geração, esse show foi um belo exemplo disso.

25/09/2005 – São Paulo: 

Em São Paulo, Avril fez o maior show de sua carreira, para 40 mil pessoas, no Estádio do Pacaembu, que já recebeu várias outras lendas da música.

Domingo de chuva, era dia de Enem. Em reportagem, a revista Capricho destacou uma curiosidade: o Sk8er Dog, que estava fazendo companhia aos fãs no começo da fila, local em que aguardavam do lado de fora do estádio. As lágrimas de emoção já começavam ali. Para muitos, esta era a primeira vez em um show.

Nos bastidores, Avril foi entrevistada por Sarah Oliveira para a MTV Brasil. Além disso, tirou fotos com as vencedoras de uma promoção e Cazé Peçanha. Dentre os famosos no backstage, estavam Flávio Lemos (Capital Inicial) e Fantine Thó (Rouge).

Do lado avesso, Lavigne usou em São Paulo a mesma camisa do show no Rio, que aconteceu no dia anterior.

Em Porto Alegre, o ato de abertura foi da banda Drive. Em Curitiba, no Rio e em SP ficou por conta de Leela. Pela falta de um contato mais próximo, Bianca Jhordão, vocalista e guitarrista, pediu que o irmão de Avril a agradecesse pela oportunidade. Para a imprensa, a cantora canadense explicou que ela mesma escolheu os grupos que iriam aquecer seu público, ouvindo os CDs que membros de sua equipe no Brasil lhe enviaram.

Parecia mentira, mas os acordes de Sk8er Boi já anunciavam, como no início do DVD My World, um dos mais vendidos no nosso país. Ela estava realmente ali! Sem grandes interações, sem produção de luxo, sem interludes. Chegou 10 minutos antes do previsto e deu seu recado. Na época, muito se discutiu que pareceu ter passado tudo muito rápido, mesmo com 18 músicas no setlist. Pouco mais de 1h!

Essa apresentação é um dos momentos mais incríveis da trajetória da canadense, e fechou não só a The Bonez Tour, como também a primeira fase de sua carreira. Foi o último concerto completo da artista antes da mudança radical para The Best Damn Thing.

Com o inglês bem ensaiado, fãs memorizaram e cantaram todas as canções, sendo ou não singles. Assim, formaram um coro extremamente alto, uma característica do público brasileiro. Prática que permaneceu nas visitas de 2011 e 2014. A emoção do momento não derrubou nem quem passou dias dormindo na fila. Uma história antiga! Não dá para explicar esse amor <3

Avril no Pacaembu foi uma noite marcante, que infelizmente não está eternizada em nenhum lançamento oficial. Apesar do Live at Budokan ser um DVD lindo, teria sido incrível ver esse momento importante em um vídeo de alta qualidade. O registro foi feito para ser exibido simultaneamente nos telões das laterais do palco, mas não foi divulgado. Hoje, provavelmente a fita (!) está perdida em algum lugar nos arquivos da empresa que era responsável por filmar a turnê. E como Avril nunca teve o costume de compartilhar (e, aparentemente, nem guardar) esse tipo de material, infelizmente, só nos resta apreciar aquilo que foi feito por fãs.

Felizmente, a Rádio Rock transmitiu o áudio do show. Um carinho no coração daqueles que não puderam comparecer, bem como uma linda recordação para ouvirmos sempre tanto tempo depois. Os vocais de Avril, o desempenho da banda e a reação impressionante do público estavam em perfeita sincronia. Muito lindo, que gravação poderosa. Pura catarse!

Nesta última etapa da turnê, a brincadeira antes de He Wasn’t já tinha chegado para ficar. E desde sempre, no Brasil já era difícil pedir que os fãs ficassem em silêncio, rs.

Avril Lavigne entregou um show animado em São Paulo, demostrando todo seu carinho ao público presente, sempre pedindo que todos cantassem com ela. Os jovens foram ao delírio também em outros momentos como Unwanted, naquela versão icônica já no começo do concerto; Fall To Pieces, Who Knows, Nobody’s Home ao violão, Mobile, Song 2 na bateria e, claro, os hits que hoje são seus grandes clássicos. Emocionante, que domínio de palco! Inesquecível.

Com sinais de cansaço, após ficar viajando por quase dois longos anos divulgando seu segundo disco, a postura de Avril fora do palco não foi tão aplaudida. Ela optou por descansar o quanto pôde. Com o pouco tempo disponível entre os shows, não saiu para passear ou atender fãs que gritavam seu nome nas portas dos hotéis em que se hospedou. Tímida, nas entrevistas falou pouco e cortou conversas sobre vida pessoal. Ficou mais quieta e não parecia confortável. Meses antes, em depoimento ao Fantástico direto dos Estados Unidos, deixou claro que havia exigido que a turnê fosse encerrada antes da data de seu aniversário, dois dias depois. Ela queria comemorar em casa, sentia falta de estar em um único lugar e de dormir na própria cama.

Ao longo dos anos, com a chegada da maturidade, a própria admitiu inúmeras vezes, que aos poucos teve que aprender sobre a melhor forma de estar aberta para divulgar seu trabalho, interagir com o público e conversar com a mídia. Por exemplo, quando voltou ao Brasil em 2011, já era outra artista no palco, ainda mais entregue e bem mais próxima da plateia. Extremamente amorosa com seu público <3 

Mas em pleno 2005, como era esperado, a imprensa não perdoou! Foi classificada como inalcançável (por andar rodeada de seguranças), arrogante e antipática. Seu show foi criticado por não fugir do roteiro, não ter novidades, e ser “comportado”. Agindo como os “donos da razão e do bom gosto musical”, muitos jornalistas de veículos de grande repercussão faziam suas análises cheias de esnobismo, como se em algum momento até ali Avril já tivesse dito que era uma artista de heavy metal, ou como se precisasse provar algo a eles. Afinal, o que esperavam dela e de seus admiradores? Comparações completamente descabidas e sexistas, debochando de sua postura, sempre rotulando seu som e suas composições como algo fabricado, feito para capturar a atenção de crianças e adolescentes, e os bolsos de seus pais. Como se Avril não colocasse o coração em seu trabalho.

Mas o total protagonismo no processo criativo que tanto detonavam, não estava presente em nem metade dos outros artistas de apelo teen na época, tampouco no que ouvimos de outros fenômenos que continuaram a surgir tempos depois.

Realmente, se Avril causava comoção através de sua imagem e da mensagem de suas músicas, não era uma mera coincidência. Cada um que sentia uma certa conexão tendo acesso a seu trabalho, tinha um motivo pessoal para isso, embora as razões até pudessem ser parecidas. Os jovens que estiveram ali naquela noite, cresceram. Muitos continuam sendo fãs, outros, com as mudanças que vimos na cantora no caminho, tratam aquela época com desdém, como uma piada, uma moda que já passou, um guilty pleasure;

Mas, com certeza, o que os uniu em algum momento foi a paixão por tudo aquilo que ela trouxe desde o dia em que a conhecemos: O direito de sermos nós mesmos, sem que precisemos nos encaixar, sem a necessidade da aprovação dos outros. Isso não era tão fácil de encontrar em outros artistas da época. Foi essa a postura que influenciou aqueles indivíduos que não eram populares em seus grupos, que sentiam um conforto através da voz e da forma como Avril se colocava. Pessoas que seguiram as mais diversas profissões, incluindo no meio artístico, e atualmente carregam essa mensagem cada vez mais importante.

Os fãs estavam ali para serem livres e felizes. O maior show da carreira de Avril Lavigne foi uma grande celebração disso, basta conferir as traduções de tudo o que foi cantado em alto e bom som. Um dia histórico, repleto de amor, antes dela e do público naturalmente partirem para uma nova fase.

No nosso canal no YouTube, temos um vídeo especial no qual você poderá relembrar todos esses shows, bem como a transmissão da Rádio Rock:

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